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Ambev busca alternativa para carnaval no Rio
Depois de realizar 21 edições em seu camarote na Sapucaí, multinacional negocia alternativas para os próximos dois anos, que podem estar fora do sambódromo carioca
Erica Ribeiro - 14 de Março de 2011 às 12:42
Oliva recebeu as chaves do camarote das mãos do presidente da companhia, João Castro Neves
O último sábado, 12, foi de despedida do tradicional camarote da Brahma que, depois de 21 edições, deixará de existir para dar lugar ao projeto original do sambódromo carioca, que será um dos locais de competições do Jogos Olímpicos de 2016.
Um novo local dentro da nova configuração da passarela do samba ainda não foi definido e Jean Jereissati, diretor de trade marketing da Ambev, afirmou que depois de muita conversa com o prefeito da cidade, Eduardo Paes, a empresa abriu mão do espaço. "Conversamos muito com o Eduardo e decidimos em prol do sonho olímpico. Mas o prefeito tem o maior interesse em manter vivo este ícone do carnaval que é o camarote da Brahma. Há interesse das duas partes para tratar do assunto", afirmou Jereissati.
Segundo ele, passado o carnaval, é hora de pensar em um modelo diferente para os próximos dois anos, discutir opções, criar um planejamento estratégico. E imaginar soluções que podem não estar na Marquês de Sapucaí. "Temos que pensar nos próximos anos e podemos ter uma série de opções. Podemos antecipar o carnaval, sair um pouco da Sapucaí. São diferentes pensamentos", adiantou o executivo da companhia.
Responsável pela criação do camarote da Brahma em seus 21 anos de existência, José Victor Oliva lamentou o fim do espaço em sua configuração original, mas ressaltou que o final não foi triste e reforçou que, de todos os eventos proprietários do Banco de Eventos, esse foi o mais importante. "Tenho um amor por esse evento e por esse cliente muito grande. O camarote é uma das ações que a Ambev apostou. Nossa empresa trabalha o ano todo, todos os dias. Faturamos R$ 230 milhões em 2010 e vislumbramos o mercado de marketing promocional e de relacionamento cada vez mais freqüente no Brasil. De todos os nossos clientes e realizações, o camarote é o de maior visibilidade. Não estou triste com o fim. O camarote termina com um resultado de sucesso, acaba com gostinho de quero mais. Esse foi um evento de marca, não foi um oba-oba. Foi um evento que consolidou a Brahma como a número 1", comentou Oliva, em meio à festa do camarote no desfile das campeãs.
Quanto a um novo local para o camarote, ele disse que ainda não tem idéia do que pode acontecer - nem se haverá um novo camarote na Sapucaí. "Não sei se teremos um outro lugar que possa ter o mesmo resultado. Mas ideias estão sendo pensadas. Já fizemos eventos até em porta-aviões. Nesse momento não há nada de concreto", acrescentou.
Oliva recebeu já na madrugada de domingo, 13, as chaves do Camarote da Brahma como símbolo de uma homenagem da cervejaria pelos 21 anos no comando do evento. Para o presidente da Ambev, João Castro Neves, Oliva contribuiu para consolidar a marca Brahma por meio do primeiro e mais duradouro evento proprietário do país.
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